Centro de Hérnia

Habilitado a tratar de diferentes tipos de hérnia, das mais simples às mais complexas, o Centro de Hérnia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz é o único da América Latina a contar com uma atuação multidisciplinar. Juntos, cirurgiões dedicados e profissionais especializados, como o fisioterapeuta e a nutricionista, planejam todas as fases do tratamento, o que torna o processo mais rápido e confortável.

Do diagnóstico à recuperação pós-operatória, o atendimento humanizado e personalizado, acontece num só local, o que garante melhores resultados e maior integração entre os profissionais da equipe coordenada pelo Prof. Dr. Sergio Roll, especialista com mais de 30 anos de atuação na área. Os exames necessários tais como ultrassom, tomografia e ressonância magnética da parede abdominal, contam com a possibilidade de agendamento e realização num mesmo dia.​​

O objetivo do Centro de Hérnia é desenvolver soluções únicas, assegurando a melhor técnica para cada caso, visto que o grupo de profissionais pode oferecer desde as cirurgias abertas até as robóticas, passando pela laparoscopia -, procedimento que tem por base uma experiência de mais de 14 mil cirurgias. Os casos mais complexos, especialmente, requerem um planejamento particularizado das diversas etapas, uma vez que podem exigir múltiplas intervenções cirúrgicas.

O que são as hérnias?

Infográfico - O que são as hérnias?
As hérnias abdominais são imperfeições na parede abdominal, naturais ou originados por cirurgias anteriores que se caracterizam por uma saliência na região acompanhada de dor ou não, em qualquer posição no abdômen (parede anterior – barriga) e na região inguinal (virilha e flancos). Elas podem ser ocasionadas devido à persistência anormal de um orifício da parede abdominal durante o desenvolvimento ou à debilidade de algum ponto resultante, por exemplo, de gravidez, obesidade, esforços pesados, etc.

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Inguinal: é a mais frequente das hérnias e consiste na saída de uma parte do intestino ou gordura, através do canal inguinal, um ponto que, nos homens, fica próximo da virilha por onde normalmente passa o cordão espermático (vasos, nervos e deferente) e vai até a bolsa escrotal. Nas mulheres, passa um ligamento pelo canal responsável pela sustentação da vagina. A correção delas consiste em recolocar o seu conteúdo para dentro da cavidade abdominal e fechar o orifício com uma tela sintética.
Crural ou Femural: é aquela que sai ou abaúla através de um canal, chamado de crural, situado na base da coxa por onde normalmente passam os grandes vasos sanguíneos (artéria e veia femoral) quando eles percorrem um caminho do abdômen até a perna.
Umbilical: frequentemente adquirida e associada a um aumento da pressão intra-abdominal devido à obesidade, distensão abdominal, ascite e gravidez. Elas ocorrem mais comumente em mulheres do que em homens.
Epigástrica: este tipo acontece na linha mediana do abdômen, acima ou abaixo da cicatriz umbilical, por conta de aberturas entre os músculos retos abdominais. Podem ocorrer mais de uma hérnia ao mesmo tempo.
Incisional: resultam do enfraquecimento da parede abdominal ou da cicatrização inadequada das incisões (cortes) em locais do abdômen que tenham sido submetidos à cirurgia. Este tipo de hérnia tem altos índices de recidiva e complicações.
Embora ocorra na região inguinal ou da virilha e cause dor crônica, a chama “hérnia do esportista” não tem a mesma descrição da protusão clássica no tecido mole que caracteriza a hérnia ou, em outras palavras, o buraco pelo qual uma gordura ou o intestino desloca-se de um lugar para o outro. Esse tipo de lesão acomete muitos esportistas, principalmente os jogadores de futebol (18%), devido aos movimentos rápidos e repetitivos de aceleração e desaceleração, além de mudanças bruscas de direção e rotação.
Como a região, porém, é a mesma onde surgem as hérnias, com enfraquecimento da parede posterior do canal inguinal ou virilha, a cirurgia é idêntica àquela realizada nos pacientes que têm hérnia inguinal.
Independentemente do tipo, geralmente a hérnia surge simplesmente como um volume mole, de tamanho maior ou menor, que a princípio não dói nem causa grandes incômodos. A hérnia apresenta-se subitamente, como uma “bola” que aparece imediatamente após um esforço intenso, enquanto que noutros casos se forma lentamente com o passar do tempo.
Qualquer fato que aumente a pressão dentro da barriga como subir escada, acessos de tosse, ou esforços para evacuar, podem causar um aumento da hérnia. Normalmente os sinais visuais são vermelhidão ou inchaço e os incômodos podem aparecer em movimentos como entrar e sair do carro, por exemplo.
No entanto, com o passar do tempo, vai-se formando um tecido “duro” que fixa o saco herniário às estruturas próximas e o volume torna-se contínuo (persistente), já não podendo ser reintroduzido manualmente.
É possível que a hérnia se mantenha estável e que, mesmo quando ficar fixa ou presa, se tornar irredutível, não provoque mais do que os referidos incômodos durante toda a vida. Mas, se o saco herniário contiver uma porção do intestino no seu interior, existe sempre o perigo de que surjam complicações sérias.
O único tratamento eficaz e definitivo para as hérnias é a cirurgia, baseada na reintrodução daquilo que saiu de dentro da barriga e na reparação do orifício que proporcionou a sua projeção para o exterior. Regra geral, as hérnias não melhoram. Pelo contrário, tornam-se cada vez mais volumosas com o passar do tempo, razão que justifica a realização de uma operação para prevenir eventuais complicações.
O uso de faixas ou de fundas, tão comuns no passado, é hoje em dia considerado como um recurso provisório enquanto não se realiza a cirúrgica, uma vez que com esta medida não se pode solucionar o problema. Para além disso, pode até favorecer o aparecimento de complicações.
Recidivas
Nos dias atuais, com técnicas operatórias bem definidas e materiais para juntar os tecidos (de sutura) de muito boa qualidade, a cirurgia obtém resultados muito bons. O índice de recidiva (volta da hérnia) pós-operatória, ocorre em torno de 1% a 3%. Quando as estruturas da parede abdominal estão muito enfraquecidas, recorre-se à utilização de próteses.
Próteses ou telas
As próteses são pedaços de tecido sintético ou biológico, que se integram ao organismo e promovem a cobertura e, portanto a proteção da região da parede que está fraca. Existem dezenas de tipos e materiais diferentes de telas. Cada uma pode ou até deve ser utilizada em situações próprias. Entretanto, saber utilizar, manusear e escolher a tela mais adequada para cada situação envolve amplo conhecimento do assunto.
Cirurgias
A videolaparoscopia, cirurgia minimamente invasiva, mantém uma posição de destaque no tratamento da hérnia inguinal e incisional, resultando em menor tempo de internação, bem como uma recuperação mais rápida. É o caso também da cirurgia robótica.
A cirurgia de hérnia, que não é perigosa, pode ser efetuada sob anestesia geral, bloqueio ou até com anestesia local, se existir alguma circunstância que assim o exija. A estadia no hospital oscila entre um a dois dias, dependendo do tipo de hérnia a ser operada. E o retorno às atividades normais pode ser feito em quatro ou cinco dias.
As hérnias inguinais na região da virilha acometem principalmente indivíduos na faixa etária dos 35 aos 55 anos, sendo que o risco de vida para os homens é de 27%, especialmente quando esse tipo de procedimento é constantemente adiado. Esse tipo de hérnia costuma afastá-los do trabalho até por dois meses, o que representa elevados custos econômicos para empresas e sistemas de saúde, enquanto o tratamento precoce tem rápida recuperação.
Cerca de 25% da população masculina desenvolve hérnia ao longo da vida, em decorrência de fatores como a deficiência em dois tipos de colágeno (1 e 3). Entre 70% e 80% das hérnias abdominais estão na região inguinal, a mais baixa do abdômen. Nas mulheres, o tipo mais comum é a femoral ou crural (próxima à virilha e à coxa); na criança, é a umbilical. De acordo com dados do SUS, de 2013 e 2014, foram realizadas, anualmente, cerca de 245 mil cirurgias pelo sistema público de saúde brasileiro, e, destas, 20% se referem a tratamento de hérnias incisionais, ou seja, provocadas a partir de cirurgias anteriores, nas quais acontece uma ruptura nos pontos.

 

Equipe Multiprofissional

Coordenador: Prof. Dr. Sérgio Roll

O Coordenador do Centro de Hérnia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz é Doutor em Ciências na Área de Cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Professor Assistente do Departamento de Cirurgia Geral – Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Equipe

A equipe é formada por profissionais de diferentes especialidades, que acompanham o paciente em todo o tratamento, de forma integrada e individualizada.

  • Cirurgião do aparelho digestivo
  • Cirurgião Plástico
  • Enfermagem Especializada
  • Fisiatra
  • Fisioterapeuta
  • Nutricionista